sábado, 3 de outubro de 2026
SAÚDE

Como incluir o contato com a natureza em uma rotina saudável em Santa Catarina

Veja como transformar parques, praças, praias, áreas verdes e trilhas de Santa Catarina em espaços para uma rotina mais ativa, equilibrada e segura.

O contato com a natureza pode fazer parte de uma rotina saudável sem exigir mudanças radicais no dia a dia. Caminhar em uma área verde, pedalar, observar a paisagem, praticar exercícios ao ar livre ou simplesmente reservar alguns minutos para descansar longe das telas são formas acessíveis de movimentar o corpo e cuidar do bem-estar.

Em Santa Catarina, moradores e visitantes encontram diferentes possibilidades para isso, como praias, parques, praças, áreas rurais, unidades de conservação e trilhas ecológicas. A escolha da atividade deve considerar o condicionamento físico, o tempo disponível, as condições do ambiente e as regras de cada local.

O mais importante é transformar a experiência em um hábito possível de manter. A prática regular de atividade física está associada a benefícios físicos, emocionais e sociais, segundo o Ministério da Saúde. Entre as orientações oficiais estão começar devagar, aumentar o esforço aos poucos, beber água, usar proteção solar e respeitar os limites do corpo. (gov.br)

Por que incluir a natureza na rotina

O contato com ambientes naturais pode facilitar a prática de atividades físicas e tornar o momento mais agradável. Uma caminhada no bairro, em um parque ou à beira-mar, por exemplo, pode ser mais simples de incorporar à rotina do que um treinamento estruturado em uma academia.

O movimento também pode ser combinado com atividades de lazer e convivência. Passear com o cachorro, caminhar com familiares, pedalar com amigos ou participar de uma trilha em grupo são alternativas que ajudam a reduzir o tempo sentado e favorecem a regularidade.

O Guia de Atividade Física para a População Brasileira destaca que pessoas de diferentes idades e níveis de condicionamento podem se beneficiar da atividade física. A recomendação é respeitar as condições individuais e escolher práticas compatíveis com a realidade de cada pessoa, sem transformar a busca por saúde em uma competição.

Comece com atividades simples

Não é necessário iniciar por uma trilha longa ou por uma atividade de alta intensidade. Para muitas pessoas, o primeiro passo pode ser reservar entre 10 e 20 minutos para caminhar em uma praça, rua tranquila, parque ou área aberta próxima de casa.

Outra possibilidade é substituir deslocamentos curtos feitos de carro ou motocicleta por caminhadas, quando houver segurança e condições adequadas. Também é possível usar escadas, realizar alongamentos leves durante pausas do trabalho ou dedicar parte do fim de semana a uma atividade ao ar livre.

O Ministério da Saúde orienta que a prática seja iniciada de forma gradual. Com o tempo, a duração e a intensidade podem aumentar conforme a adaptação do corpo. A referência de alcançar pelo menos 150 minutos semanais de atividade física pode ser adotada como objetivo, desde que seja compatível com a condição de saúde e a rotina de cada pessoa. (gov.br)

Ideias para uma rotina ao ar livre

O contato com a natureza pode ocorrer de diferentes maneiras. A atividade não precisa ser intensa nem exigir equipamentos específicos. Algumas opções são:

  • Caminhada: pode ser feita em parques, praças, calçadões, estradas rurais ou áreas verdes autorizadas;
  • Pedalada: exige atenção ao trânsito, uso de equipamentos adequados e escolha de trajetos compatíveis com a experiência do ciclista;
  • Trilha curta: deve ser escolhida conforme o grau de dificuldade, a duração e as condições do terreno;
  • Observação da paisagem: parar para observar árvores, rios, montanhas, praias e animais pode criar momentos de pausa e atenção;
  • Exercícios leves: alongamentos, mobilidade e movimentos com o peso do próprio corpo podem ser feitos em locais apropriados;
  • Lazer em família: piqueniques, brincadeiras e passeios podem estimular crianças e adultos a passar mais tempo fora de casa;
  • Jardinagem: cuidar de plantas e hortas também envolve movimento e aproximação com o ambiente natural.

Para quem está começando, uma estratégia útil é escolher horários fixos. Uma caminhada curta em três ou quatro dias da semana pode ser mais sustentável do que uma atividade muito exigente realizada apenas de forma eventual.

Como escolher uma trilha em Santa Catarina

Santa Catarina tem unidades de conservação estaduais com diferentes atrativos e níveis de dificuldade. O portal de visitação do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina apresenta opções de trilhas e informa características como duração e grau de dificuldade de cada percurso. Entre os exemplos listados estão atrativos nos parques estaduais da Serra Furada, das Araucárias e Rio Canoas. (visitacao.ima.sc.gov.br)

Antes de sair, é importante consultar as informações oficiais do local escolhido. Verifique se a visitação está aberta, se há necessidade de agendamento, quais são os horários, se existe cobrança, quais atividades são permitidas e se há restrições temporárias por causa de chuva, manutenção, risco de incêndio ou preservação ambiental.

A primeira trilha deve ser compatível com o preparo físico do grupo. Percursos classificados como moderados ou difíceis podem exigir mais tempo, resistência, equilíbrio e experiência. Pessoas sem familiaridade com ambientes naturais, crianças, idosos e grupos que pretendem fazer trajetos longos podem considerar o acompanhamento de um condutor, especialmente quando a administração da unidade recomendar essa medida.

O IMA informa que a contratação de condutores é recomendada em situações como caminhadas longas ou de maior dificuldade, atividades com crianças, idosos e pessoas com deficiência, além de visitas de pessoas sem experiência em ambientes naturais. (consultas.ima.sc.gov.br)

Cuidados antes de sair

Uma atividade ao ar livre exige planejamento básico. Mesmo uma caminhada considerada simples pode envolver sol forte, chuva, terreno escorregadio, mudanças de temperatura, desorientação ou ausência de sinal de telefone.

Antes de sair, observe os seguintes pontos:

  • consulte a previsão do tempo e evite trilhas durante condições climáticas adversas;
  • informe alguém sobre o destino e o horário previsto de retorno;
  • use calçados fechados, confortáveis e adequados ao terreno;
  • leve água em quantidade compatível com a duração do passeio;
  • use roupas leves, boné ou chapéu e proteção solar;
  • carregue um telefone com bateria suficiente, mas não dependa exclusivamente do sinal;
  • leve alimentação simples quando o percurso for mais longo;
  • mantenha o grupo unido e respeite o ritmo da pessoa mais lenta;
  • não ultrapasse áreas interditadas nem abandone o caminho autorizado.

O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina mantém orientações específicas para a realização de trilhas e reforça a importância do planejamento, da atenção ao percurso e do uso consciente dos espaços naturais. (cbm.sc.gov.br)

Respeite os limites do corpo

Dor intensa, falta de ar fora do habitual, tontura, náusea, fraqueza ou mal-estar são sinais para interromper a atividade e buscar ajuda quando necessário. Insistir no esforço pode aumentar o risco de queda, desidratação ou agravamento de uma condição de saúde.

Pessoas com doenças crônicas, limitações de mobilidade, histórico de lesões ou que pretendem iniciar exercícios intensos devem conversar com um profissional de saúde. A orientação individual é especialmente importante quando a atividade envolve subidas, longas distâncias, exposição ao calor ou terreno irregular.

Também é recomendável evitar mudanças bruscas na carga de exercício. Aumentar simultaneamente distância, velocidade e frequência pode sobrecarregar músculos e articulações. Uma progressão gradual permite observar como o corpo reage e ajustar a rotina.

Contato com a natureza também exige preservação

Visitar uma área natural implica responsabilidade com o ambiente e com as outras pessoas. As unidades de conservação têm regras próprias, definidas conforme seus objetivos de proteção, infraestrutura e condições de visitação.

O visitante deve permanecer nas trilhas autorizadas, não retirar plantas, pedras ou outros elementos naturais, não alimentar animais, evitar ruídos excessivos e levar de volta todo o lixo produzido. Fogueiras, acampamentos, entrada de animais domésticos e acesso a áreas restritas só devem ocorrer quando forem expressamente permitidos.

As regras não servem apenas para organizar o passeio. Elas ajudam a reduzir impactos sobre a fauna, a flora, os cursos d’água e o solo, além de diminuir riscos para os próprios visitantes. A visitação em unidades de conservação deve ser compatível com a proteção do ambiente e seguir os instrumentos de gestão de cada área. (sema.rs.gov.br)

Como montar um plano semanal

Uma rotina saudável pode ser construída com metas pequenas e realistas. Um exemplo é reservar duas caminhadas curtas durante a semana e fazer uma atividade mais longa no fim de semana, como uma pedalada, visita a um parque ou trilha de baixa dificuldade.

Também é possível alternar os tipos de movimento. Caminhadas podem ser combinadas com exercícios de fortalecimento, alongamentos e atividades de lazer. Essa variação reduz a monotonia e permite trabalhar diferentes capacidades físicas.

O planejamento deve levar em conta a agenda, o deslocamento e o acesso ao local. Quando a natureza estiver distante, praças, ruas arborizadas, jardins comunitários e áreas abertas do próprio bairro podem cumprir a mesma função de aproximar a rotina do ambiente externo.

Mais do que buscar um passeio perfeito, o objetivo é criar oportunidades regulares de movimento, descanso e convivência. Em Santa Catarina, a diversidade de paisagens facilita a escolha, mas a prática deve sempre respeitar as condições pessoais, as regras do local e os cuidados de segurança.

Serviço

Para consultar trilhas e unidades de conservação estaduais, acesse o portal de visitação do IMA de Santa Catarina. Para orientações sobre atividade física, consulte o Ministério da Saúde. Em caso de emergência durante uma atividade, procure os canais oficiais de atendimento.