Os dias de chuva exigem atenção redobrada em Santa Catarina. Dependendo da intensidade e da duração da precipitação, diferentes regiões do estado podem registrar alagamentos, enxurradas, elevação de rios, deslizamentos de terra, quedas de árvores, destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia.
A melhor forma de reduzir os riscos é se preparar antes que o tempo piore. A população deve conhecer os pontos vulneráveis próximos de casa, manter os sistemas de drenagem em condições adequadas, organizar documentos e medicamentos e acompanhar as informações divulgadas pelos órgãos oficiais.
A Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil orienta que cada família tenha um plano de emergência, com locais seguros, rotas de saída e contatos importantes previamente definidos. A recomendação é especialmente relevante para moradores de áreas sujeitas a alagamentos, enxurradas e deslizamentos. (defesacivil.sc.gov.br)
Antes da chuva: prepare a casa e a família
A prevenção começa com a observação do imóvel e do entorno. Calhas, ralos, canaletas e sistemas de drenagem devem ser limpos regularmente para evitar o acúmulo de folhas, terra e resíduos. O lixo não deve ser colocado em locais onde possa ser levado pela água, porque o entupimento de bueiros e galerias aumenta a possibilidade de alagamentos.
Também é importante verificar o estado do telhado, das paredes, dos muros e das instalações elétricas. Objetos soltos, vasos, ferramentas, móveis leves e outros materiais mantidos em áreas externas devem ser recolhidos ou fixados antes da chegada de ventos fortes. A Defesa Civil recomenda evitar a permanência perto de árvores, placas, muros e postes durante temporais. (defesacivil.sc.gov.br)
Dentro de casa, a família pode separar lanternas, pilhas, carregadores portáteis, água potável, alimentos que não dependam de refrigeração, medicamentos de uso contínuo e documentos protegidos da umidade. Pessoas idosas, crianças, pessoas com deficiência e animais de estimação devem ser incluídos no planejamento, com definição prévia de quem ficará responsável por cada um.
Moradores de áreas de encosta precisam observar mudanças no terreno e nas estruturas próximas. Rachaduras no solo, muros estufados, paredes com trincas, árvores ou postes inclinados e o surgimento de água barrenta podem indicar instabilidade. Ao perceber esses sinais, a orientação é sair da área de risco e buscar um local seguro. (defesacivil.sc.gov.br)
Como acompanhar os alertas em Santa Catarina
A previsão do tempo pode mudar rapidamente, por isso é importante consultar informações atualizadas antes de sair de casa ou planejar viagens. A população deve priorizar os canais oficiais da Defesa Civil de Santa Catarina, das prefeituras e de outros órgãos públicos responsáveis pelo monitoramento meteorológico e pela resposta a emergências.
Os alertas da Defesa Civil podem ser recebidos por diferentes meios. Para receber mensagens por SMS, o cidadão deve enviar o CEP para o número 40199. Também é possível enviar o CEP para o número (61) 2034-4611 pelo WhatsApp. O sistema Defesa Civil Alerta, baseado em Cell Broadcast, envia avisos diretamente aos celulares localizados em áreas de risco e não exige cadastro prévio. (defesacivil.sc.gov.br)
É importante ler o conteúdo completo do aviso e verificar o município, o período de validade e o tipo de risco indicado. Um alerta de chuva intensa pode estar associado a alagamentos, enxurradas, raios, granizo ou deslizamentos, dependendo das condições locais. O recebimento de uma mensagem não significa que todos os bairros serão afetados da mesma forma, mas indica a necessidade de atenção e preparação.
O que fazer durante chuva intensa
Durante uma chuva forte, a prioridade deve ser preservar a vida. Sempre que possível, a pessoa deve permanecer em local protegido e evitar deslocamentos desnecessários. Em caso de temporais com raios e ventos fortes, a recomendação é ficar em ambiente fechado, longe de janelas e de objetos que possam ser arremessados.
Também é prudente evitar áreas abertas, estruturas metálicas, árvores isoladas, placas, muros e postes. Durante tempestades com raios, não se deve utilizar aparelhos conectados à tomada. A Defesa Civil orienta que, dentro da residência, as pessoas permaneçam preferencialmente em cômodos mais protegidos e afastados das janelas. (defesacivil.sc.gov.br)
Se a chuva provocar alagamento, não atravesse a área a pé, de bicicleta, motocicleta ou carro. A água pode esconder buracos, desníveis, bueiros abertos e outros obstáculos. Além disso, a correnteza pode arrastar pessoas e veículos mesmo quando parece superficial. Pontes, pontilhões e trechos de estrada cobertos pela água também devem ser evitados. (defesacivil.sc.gov.br)
Quando a água começar a entrar em uma residência, os moradores devem evitar o contato com equipamentos elétricos e, somente se houver segurança para isso, desligar a energia no quadro geral. Se o quadro estiver molhado ou a pessoa precisar atravessar uma área alagada para alcançá-lo, não tente realizar o procedimento. Nesse caso, é mais seguro deixar o imóvel e procurar orientação das equipes de emergência.
Atenção aos sinais de deslizamento
O risco de deslizamento pode aumentar quando a chuva é persistente ou ocorre em áreas de encosta. O morador deve observar rachaduras que apareçam ou aumentem rapidamente, portas e janelas que passem a emperrar, muros inclinados, árvores tombadas ou inclinadas e água escorrendo com terra pela encosta.
Ao identificar sinais de movimentação do solo, a orientação é deixar o local imediatamente, avisar vizinhos que possam estar em risco e procurar abrigo em uma área segura. Não é recomendado retornar ao imóvel para buscar objetos durante a chuva ou enquanto houver suspeita de instabilidade.
A Defesa Civil de Santa Catarina orienta o acionamento do telefone 199 em situações de risco. Em emergências que envolvam resgate, vítimas, desabamento ou perigo imediato, o Corpo de Bombeiros pode ser chamado pelo número 193. (defesacivil.sc.gov.br)
Cuidados para quem precisa dirigir
O deslocamento durante temporais deve ser evitado sempre que não for indispensável. Antes de sair, o motorista deve verificar os alertas, as condições das rodovias e possíveis bloqueios. A presença de água sobre a pista, queda de barreiras, árvores ou cabos pode tornar o trajeto perigoso.
Se a chuva começar durante a viagem, reduza a velocidade, aumente a distância em relação aos demais veículos e mantenha os faróis acesos. Nunca tente passar por um trecho alagado quando não for possível avaliar a profundidade ou a força da correnteza. Em caso de dúvida, procure um local seguro e aguarde a melhora das condições.
Em regiões serranas e em estradas próximas a encostas, a atenção deve ser ainda maior. Mesmo depois que a chuva diminuir, o solo pode continuar instável e novas quedas de barreira podem ocorrer. O motorista não deve remover obstáculos da pista por conta própria nem permanecer parado embaixo de árvores, postes ou taludes.
Depois da chuva: só retorne quando houver segurança
O fim da chuva não significa que todos os riscos desapareceram. Rios e córregos podem continuar subindo, áreas alagadas podem permanecer energizadas e encostas podem se movimentar após horas de precipitação. Por isso, o retorno para casa ou a retomada de um trajeto deve ocorrer apenas quando houver segurança e orientação das autoridades.
Não toque em fios caídos, postes danificados ou equipamentos elétricos molhados. A área deve ser isolada até a chegada da equipe responsável. Também não consuma água ou alimentos que tenham tido contato com a água da enchente.
Ao identificar danos em ruas, pontes, imóveis ou redes de energia, registre a ocorrência pelos canais oficiais do município ou acione a Defesa Civil quando houver risco. Fotografias podem ajudar no registro, mas a pessoa não deve se aproximar de estruturas instáveis para produzir imagens.
Um plano simples pode reduzir os impactos
Ter um plano familiar de emergência não exige equipamentos complexos. O mais importante é definir previamente para onde ir, como deixar o imóvel, quem será avisado e quais itens precisam ser levados. A rota deve evitar áreas conhecidas por alagamentos, margens de rios e encostas instáveis.
Famílias que vivem em locais vulneráveis podem conversar com vizinhos e combinar formas de apoio para situações em que falte energia, telefone ou acesso às estradas. Pessoas que dependem de medicamentos, equipamentos elétricos ou atendimento contínuo devem incluir essas necessidades no planejamento.
Em Santa Catarina, as condições meteorológicas podem mudar em pouco tempo. A prevenção, o acompanhamento dos alertas e a decisão de não atravessar áreas alagadas são medidas essenciais para reduzir acidentes. Em qualquer situação, a orientação dos órgãos públicos deve ser seguida, e o deslocamento só deve ocorrer quando houver condições seguras.



