sexta-feira, 2 de outubro de 2026
SAÚDE

Cuidados com a exposição ao sol nas praias de Santa Catarina: veja como se proteger

Saiba quais cuidados adotar para aproveitar as praias de Santa Catarina com mais segurança, incluindo horários de maior risco, reaplicação do protetor solar, proteção de crianças e primeiros sinais de insolação.

Os cuidados com a exposição ao sol nas praias de Santa Catarina devem fazer parte do planejamento de qualquer passeio, independentemente da estação do ano, do tipo de pele ou da presença de nuvens. A radiação ultravioleta pode causar queimaduras, envelhecimento da pele e aumentar o risco de câncer de pele ao longo da vida.

Para reduzir os riscos, é importante combinar diferentes formas de proteção: evitar a exposição direta nos horários de maior intensidade, permanecer na sombra, usar roupas adequadas, proteger a cabeça e os olhos, aplicar corretamente o protetor solar e manter o corpo hidratado. O cuidado deve ser reforçado para crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas e quem tem histórico de queimaduras ou câncer de pele.

As orientações abaixo são baseadas em recomendações do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Em caso de sintomas intensos ou dúvida sobre uma lesão na pele, procure atendimento profissional.

Evite o sol entre 10h e 16h

O período entre 10h e 16h concentra maior intensidade de radiação ultravioleta e deve ser evitado sempre que possível, especialmente em dias de praia. O Ministério da Saúde recomenda reduzir a exposição direta nesse intervalo e procurar áreas cobertas, como barracas, toldos, quiosques ou locais com sombra.

Ficar embaixo de um guarda-sol, porém, não significa proteção total. A sombra ajuda a diminuir a exposição, mas não substitui o uso de roupas, chapéu, óculos escuros e protetor solar. A Sociedade Brasileira de Dermatologia informa que barracas de algodão ou lona absorvem parte da radiação ultravioleta, razão pela qual outras barreiras devem ser utilizadas em conjunto.

Uma alternativa mais segura é organizar a ida à praia no início da manhã ou no fim da tarde. Mesmo nesses horários, a exposição deve ser gradual e acompanhada de proteção. O tempo nublado também não elimina a necessidade de cuidados: o Ministério da Saúde recomenda manter as medidas de fotoproteção mesmo quando o céu está encoberto.

Como usar o protetor solar corretamente

O protetor solar deve ser aplicado antes de sair de casa, seguindo o intervalo indicado no rótulo. A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda fazer a primeira aplicação com antecedência, geralmente cerca de 15 minutos antes da exposição, enquanto materiais do Ministério da Saúde orientam aplicação aproximadamente 30 minutos antes. Na prática, o consumidor deve seguir as instruções do fabricante e evitar deixar a aplicação para o momento de chegar à areia.

O produto precisa ser espalhado em todas as áreas expostas, incluindo rosto, pescoço, orelhas, nuca, mãos, braços, pernas, peito dos pés e couro cabeludo quando houver rarefação dos cabelos. Os lábios também devem receber produto específico com proteção solar.

Para atividades ao ar livre, a Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda protetor com FPS 30, no mínimo, e proteção contra radiações UVA e UVB. Pessoas com pele muito clara, histórico de queimaduras, muitas pintas, sardas, antecedentes familiares de câncer de pele ou maior sensibilidade devem conversar com um dermatologista sobre o produto mais adequado.

A reaplicação deve ocorrer, em geral, a cada duas horas durante a exposição. O produto também precisa ser reaplicado depois de mergulhar, nadar, secar-se com toalha ou transpirar intensamente. Mesmo os produtos identificados como resistentes à água não dispensam a reaplicação, conforme orientação do Ministério da Saúde.

Também é importante não economizar na quantidade. Quando a camada aplicada é muito fina, a proteção real pode ser menor do que a indicada na embalagem. A Sociedade Brasileira de Dermatologia apresenta a regra da colher de chá como referência para distribuir o produto nas diferentes regiões do corpo. Em caso de dúvida, siga a indicação do rótulo ou peça orientação a um profissional de saúde.

Roupas, chapéu e óculos também protegem

A fotoproteção não depende apenas do filtro solar. Camisetas, saídas de praia, chapéus, bonés, viseiras e óculos escuros ajudam a reduzir a exposição direta. Roupas com proteção contra radiação ultravioleta podem ser úteis, sobretudo para crianças, pessoas que praticam esportes na areia ou no mar e quem permanece muitas horas ao ar livre.

Chapéus de abas largas protegem melhor o rosto, as orelhas e a nuca do que bonés convencionais. Os óculos devem oferecer proteção contra radiação UV e ser adquiridos em estabelecimentos confiáveis. O uso de roupas leves e claras também contribui para o conforto térmico, principalmente nos períodos mais quentes.

Áreas frequentemente esquecidas, como orelhas, nuca, ombros, dorso dos pés e mãos, podem sofrer queimaduras. Por isso, a aplicação deve ser cuidadosa e repetida depois de qualquer atividade que remova o produto.

Hidratação ajuda a prevenir mal-estar e insolação

O calor, a atividade física e a permanência prolongada na praia aumentam a perda de líquidos. Para reduzir o risco de desidratação, leve água e beba regularmente, sem esperar o aparecimento da sede. Água de coco e sucos também podem fazer parte da hidratação, mas bebidas alcoólicas exigem cautela porque podem favorecer a desidratação.

Atividades intensas, como corrida, futebol, vôlei e esportes aquáticos, devem ser intercaladas com pausas em local fresco e protegido. O Ministério da Saúde recomenda atenção especial aos momentos mais quentes do dia e orienta a ingestão de líquidos antes, durante e depois do exercício.

Idosos, crianças, pessoas com doenças crônicas e indivíduos que usam determinados medicamentos podem ter maior risco de complicações relacionadas ao calor. Esses grupos precisam de supervisão e não devem permanecer por longos períodos expostos ao sol sem pausas, hidratação e proteção adequada.

Cuidados especiais com crianças

A pele das crianças merece atenção redobrada. A exposição solar intensa e as queimaduras na infância podem trazer consequências ao longo da vida. Bebês e crianças pequenas devem ficar protegidos do sol direto, especialmente nos horários de maior radiação.

Além do protetor solar adequado à faixa etária e às orientações do fabricante, os responsáveis devem usar roupas, chapéus e sombra. A criança precisa ser observada com frequência, porque brincadeiras na água e na areia podem fazer com que ela não perceba o calor ou o início de uma queimadura.

O protetor deve ser reaplicado após o banho de mar, após a transpiração intensa e conforme as instruções do rótulo. Também é importante oferecer líquidos em intervalos regulares e interromper a exposição caso a criança fique abatida, sonolenta, irritada, muito vermelha ou com queixa de dor de cabeça.

Como reconhecer uma queimadura solar

A queimadura solar costuma provocar vermelhidão, sensibilidade, dor, ardência e sensação de calor na pele. Em casos mais intensos, podem surgir bolhas. A Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde alerta que queimaduras solares acumuladas ao longo da vida aumentam a preocupação com problemas de pele e reforça a necessidade de evitar exposições prolongadas e repetidas.

Ao perceber uma queimadura, a pessoa deve sair do sol e evitar nova exposição até a recuperação. A pele precisa ser mantida hidratada, sem romper bolhas ou aplicar produtos caseiros. Queimaduras extensas, com bolhas numerosas, dor intensa, febre, mal-estar, sinais de infecção ou atingimento de áreas delicadas devem ser avaliadas por um serviço de saúde.

Crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças preexistentes também devem buscar orientação médica com maior rapidez quando apresentam queimaduras importantes ou sintomas associados.

Sinais de insolação exigem atendimento imediato

A insolação é uma condição grave associada à exposição prolongada ao sol e ao calor. Entre os sinais descritos pelo Ministério da Saúde estão dor de cabeça, tontura, náusea, pele quente e seca, pulso acelerado, temperatura elevada, alterações visuais e confusão mental.

Em situações mais graves, podem ocorrer dificuldade para respirar, desmaio, convulsões, fraqueza intensa, coloração arroxeada das extremidades e perda de consciência. Esses sinais exigem atendimento médico imediato. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência pode ser acionado pelo número 192.

Enquanto o atendimento não chega, retire a pessoa do sol e leve-a para um local fresco, ventilado e protegido. Se estiver consciente, mantenha-a em repouso, ofereça água ou outro líquido não alcoólico e utilize compressas frias em regiões como testa, pescoço, axilas e virilhas. Em caso de inconsciência, convulsão ou dificuldade para engolir, não ofereça líquidos.

Checklist para um dia de praia mais seguro

  • Evite a exposição direta entre 10h e 16h.
  • Aplique protetor solar antes de sair e reaplique a cada duas horas ou após água e suor intenso.
  • Escolha produto com proteção UVA e UVB e FPS 30, no mínimo, para atividades ao ar livre.
  • Proteja orelhas, nuca, mãos, pés, lábios e outras áreas expostas.
  • Use chapéu, óculos com proteção UV, roupas leves e, quando possível, peças com proteção ultravioleta.
  • Permaneça na sombra e lembre-se de que o guarda-sol não substitui o protetor solar.
  • Leve água e faça pausas em local fresco.
  • Redobre a atenção com crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.
  • Procure atendimento diante de confusão mental, desmaio, convulsão, febre alta, queimaduras extensas ou bolhas numerosas.

Com planejamento e medidas simples, é possível aproveitar as praias de Santa Catarina com mais segurança. A proteção deve ser combinada e constante: reduzir o tempo de exposição, buscar sombra, usar barreiras físicas, aplicar o protetor corretamente e manter a hidratação são atitudes mais eficazes do que tentar tratar os efeitos do excesso de sol depois que eles aparecem.