sexta-feira, 2 de outubro de 2026
SAÚDE

Hábitos simples para melhorar a qualidade de vida em Santa Catarina

Adotar hábitos simples no dia a dia pode melhorar a qualidade de vida em Santa Catarina. Veja orientações práticas sobre alimentação, atividade física, sono, saúde mental, hidratação e prevenção.

Adotar hábitos simples para melhorar a qualidade de vida não exige mudanças radicais nem uma rotina perfeita. Pequenas decisões repetidas ao longo do tempo podem contribuir para mais disposição, bem-estar e prevenção de problemas de saúde. As orientações também se aplicam à rotina de moradores de Santa Catarina, independentemente da idade ou da cidade onde vivem.

O mais importante é começar de forma gradual, respeitar os próprios limites e buscar apoio profissional quando necessário. Alimentação equilibrada, movimento, sono adequado, hidratação, convivência social e acompanhamento de saúde formam uma base de autocuidado que pode ser adaptada à realidade de cada pessoa.

1. Inclua mais movimento na rotina

A atividade física não precisa se limitar à academia ou a treinos intensos. Caminhar, dançar, andar de bicicleta, brincar com crianças, cuidar do jardim, realizar tarefas domésticas e escolher escadas quando possível também são formas de movimentar o corpo.

Para quem está parado há muito tempo, uma estratégia segura é começar com períodos curtos e aumentar a duração aos poucos. Uma caminhada leve em alguns dias da semana pode ser um primeiro passo. O Guia de Atividade Física para a População Brasileira destaca que a prática pode ser feita individualmente ou com outras pessoas e que atividades em companhia ajudam a fortalecer vínculos. (bvsms.saude.gov.br)

Durante o exercício, é importante respeitar os limites do corpo. Dores fortes, tontura, náusea, falta de ar desproporcional ou mal-estar são sinais para interromper a atividade e procurar orientação de um profissional de saúde. Pessoas com doenças crônicas, limitações físicas ou histórico de problemas cardíacos devem conversar com a equipe de saúde antes de iniciar uma rotina mais intensa.

2. Priorize alimentos in natura

Uma alimentação saudável pode começar por escolhas práticas: incluir frutas, verduras, legumes, feijão, arroz, ovos, carnes, leite e outros alimentos minimamente processados nas refeições. O Guia Alimentar para a População Brasileira recomenda que a base da alimentação seja formada por alimentos in natura ou minimamente processados, respeitando a cultura e a realidade de cada família. (gov.br)

Também vale planejar as compras e preparar parte das refeições com antecedência. Ter frutas lavadas, feijão congelado em porções e ingredientes básicos disponíveis pode reduzir a dependência de lanches ultraprocessados nos dias mais corridos.

Alimentos ultraprocessados, como refrigerantes, salgadinhos, biscoitos recheados, macarrão instantâneo e produtos prontos para aquecimento, devem ser evitados sempre que possível. Eles costumam apresentar muitos ingredientes, aditivos e excesso de açúcar, gordura ou sódio. A recomendação não significa buscar uma alimentação perfeita, mas fazer com que esses produtos não sejam a base da rotina. (gov.br)

3. Coma com mais atenção

O modo de fazer as refeições também influencia a qualidade de vida. Comer sentado, sem pressa e com menos distrações pode ajudar a perceber os sinais de fome e saciedade. Quando possível, fazer as refeições em companhia favorece a convivência e torna o momento mais agradável.

Outra medida simples é observar os rótulos dos produtos. A lista de ingredientes ajuda a identificar a presença de açúcar, gordura, sódio e aditivos. Em geral, listas muito extensas e com nomes pouco conhecidos indicam produtos mais ultraprocessados. Para pessoas com doenças como diabetes, hipertensão, alergias ou intolerâncias, a orientação individual de um profissional é especialmente importante.

4. Beba água ao longo do dia

A hidratação deve fazer parte da rotina, principalmente em dias quentes, durante atividades físicas ou quando há perda de líquidos. Manter uma garrafa por perto pode ajudar quem costuma esquecer de beber água.

A quantidade necessária varia de acordo com idade, peso, alimentação, clima, atividade física e condições de saúde. Por isso, não é adequado estabelecer um volume único para todas as pessoas. A água deve ser priorizada em relação a refrigerantes e bebidas açucaradas. Pessoas com restrições específicas de líquidos, como alguns pacientes com doenças renais ou cardíacas, devem seguir a recomendação da equipe de saúde.

5. Organize uma rotina de sono

Dormir bem contribui para o funcionamento do corpo, o humor, a atenção e a disposição. Uma rotina regular, com horários próximos para dormir e acordar, pode ajudar a melhorar a qualidade do descanso.

Antes de dormir, algumas pessoas se beneficiam de reduzir o uso de telas, evitar refeições muito pesadas e manter o quarto silencioso, escuro e confortável. Também é importante observar se o consumo de café, energéticos ou outras bebidas estimulantes no fim do dia está prejudicando o sono.

Insônia persistente, ronco intenso, pausas na respiração, sonolência excessiva durante o dia ou despertares frequentes devem ser avaliados. O Ministério da Saúde orienta que sintomas relacionados ao sono e à saúde mental sejam discutidos com um profissional habilitado, sem recorrer por conta própria a medicamentos ou suplementos. (gov.br)

6. Reserve momentos para a saúde mental

Cuidar da saúde mental também envolve hábitos cotidianos. Conversar com pessoas de confiança, manter vínculos, praticar atividades prazerosas, aprender algo novo, ler, ouvir música ou passar algum tempo ao ar livre são atitudes que podem ajudar no bem-estar.

O isolamento social prolongado pode afetar a saúde. Por isso, vale manter contato com familiares, amigos, vizinhos ou grupos comunitários. A atividade física em companhia, além de estimular o movimento, pode reduzir a sensação de solidão e criar uma rede de apoio.

Tristeza persistente, ansiedade intensa, perda de interesse, irritabilidade, alterações importantes no sono ou pensamentos de autolesão exigem atenção. Nesses casos, a pessoa pode procurar uma Unidade Básica de Saúde ou outro serviço da rede pública. Em situações de risco imediato, é necessário buscar um serviço de emergência.

7. Reduza o consumo de álcool e não fume

Evitar o cigarro é uma das medidas mais importantes para proteger a saúde. O tabagismo está associado a doenças cardiovasculares, problemas respiratórios e diversos tipos de câncer. Quem deseja parar de fumar pode procurar uma unidade de saúde para receber orientação e conhecer as opções de acompanhamento disponíveis no SUS.

Em relação ao álcool, reduzir o consumo também pode favorecer o sono, a saúde mental, a segurança no trânsito e a prevenção de doenças. O Ministério da Saúde informa que a Unidade Básica de Saúde é uma porta de entrada para acolhimento e orientação em situações relacionadas ao uso de álcool, com possibilidade de encaminhamento quando necessário. (gov.br)

8. Mantenha consultas e vacinas em dia

Qualidade de vida não depende apenas de hábitos individuais. O acompanhamento preventivo permite identificar alterações antes que elas provoquem sintomas mais intensos. Medir a pressão, acompanhar a glicemia quando indicado, avaliar a saúde bucal e manter a vacinação atualizada são cuidados que devem fazer parte da rotina conforme a idade e as condições de cada pessoa.

A Unidade Básica de Saúde pode orientar sobre consultas, exames, vacinação, alimentação, atividade física e controle de doenças crônicas. Mulheres, homens, crianças, adolescentes e idosos podem ter necessidades diferentes de acompanhamento. Por isso, a periodicidade dos atendimentos deve ser definida com a equipe de saúde.

9. Proteja-se do sol e cuide do ambiente

Em atividades ao ar livre, especialmente nos períodos de maior exposição, é recomendável usar proteção adequada, como roupas, chapéu, sombra e protetor solar. A escolha deve considerar o tipo de atividade, o horário e as condições climáticas.

Também faz diferença organizar um ambiente doméstico mais seguro. Retirar objetos do caminho, melhorar a iluminação, manter pisos secos e instalar apoios quando necessário são medidas úteis para reduzir quedas, principalmente entre pessoas idosas. Em Santa Catarina, onde a rotina pode envolver diferentes condições de temperatura ao longo do ano, adaptar roupas, hidratação e horários das atividades ajuda a evitar desconfortos.

10. Transforme as mudanças em metas possíveis

Uma forma prática de começar é escolher apenas um ou dois hábitos. Por exemplo: caminhar por alguns minutos em três dias da semana, incluir uma fruta no lanche, deixar o celular fora do quarto ou beber água em intervalos regulares.

Metas específicas são mais fáceis de acompanhar do que promessas genéricas. Em vez de dizer “vou cuidar melhor da saúde”, a pessoa pode definir “vou preparar uma refeição caseira em quatro dias da semana” ou “vou fazer uma caminhada curta depois do trabalho”. Se houver uma interrupção, o plano pode ser retomado sem transformar um dia ruim em abandono completo.

Hábitos saudáveis não substituem diagnóstico, tratamento ou acompanhamento profissional. Pessoas com sintomas persistentes, doenças crônicas, limitações físicas ou uso contínuo de medicamentos devem buscar orientação individual. A melhor rotina é aquela que pode ser mantida com segurança e se adapta às condições reais de cada pessoa.

Checklist para começar hoje

  • Escolha uma atividade física leve e faça por alguns minutos.
  • Inclua uma fruta, verdura ou legume em uma refeição.
  • Deixe água disponível ao longo do dia.
  • Estabeleça um horário para desacelerar antes de dormir.
  • Converse com alguém de confiança.
  • Evite fumar e avalie formas de reduzir o consumo de álcool.
  • Verifique se a vacinação e os acompanhamentos de saúde estão atualizados.

Mais do que buscar mudanças rápidas, o objetivo é construir uma rotina possível, com escolhas que protejam a saúde física e mental. Com pequenos passos e apoio adequado, os hábitos do dia a dia podem contribuir para uma vida mais ativa, equilibrada e com melhor qualidade de vida.