sábado, 3 de outubro de 2026
SAÚDE

A importância da atividade física para os catarinenses

A atividade física é uma aliada da saúde dos catarinenses. Veja os principais benefícios, as recomendações por faixa etária, formas simples de começar e os cuidados necessários para manter uma rotina segura e possível.

A atividade física em Santa Catarina pode fazer parte da rotina de pessoas de todas as idades, mesmo quando não há tempo ou dinheiro para frequentar uma academia. Caminhar, andar de bicicleta, dançar, nadar, praticar um esporte, brincar, cuidar do jardim e realizar tarefas domésticas são exemplos de movimentos que contribuem para a saúde.

De acordo com o Ministério da Saúde, a prática regular ajuda a melhorar a qualidade de vida, fortalece o corpo, favorece o bem-estar emocional e reduz fatores de risco relacionados a doenças crônicas. O Guia de Atividade Física para a População Brasileira também destaca que cada minuto de movimento conta e que a atividade pode ser distribuída ao longo do dia.

Para os catarinenses, a escolha pode considerar as preferências pessoais, a idade, as condições de saúde, a rotina de trabalho e os espaços disponíveis na comunidade. O mais importante é começar de forma gradual e manter regularidade.

Por que a atividade física é importante?

A atividade física está relacionada ao funcionamento de diferentes sistemas do organismo. Quando praticada com frequência e de maneira adequada, pode contribuir para o controle do peso, da pressão arterial e da glicemia. Também auxilia no fortalecimento dos músculos e ossos, na melhora da mobilidade e na manutenção da autonomia ao longo do envelhecimento.

O movimento ainda pode ajudar na prevenção e no controle de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes tipo 2. Ele também está associado à redução do risco de doenças cardiovasculares e de alguns tipos de câncer. Esses benefícios não dependem necessariamente de exercícios de alta intensidade: atividades moderadas, realizadas de forma regular, já podem contribuir para a saúde.

Outro ponto importante é a saúde mental. Caminhar, praticar esportes, dançar ou participar de atividades coletivas pode favorecer o humor, reduzir o isolamento social e melhorar o sono. A atividade física não substitui o acompanhamento profissional em casos de sofrimento psíquico, mas pode integrar uma estratégia mais ampla de cuidado.

Movimento pode estar presente em diferentes momentos do dia

Atividade física não é sinônimo de treino esportivo. O conceito inclui movimentos realizados no lazer, no deslocamento, no trabalho, nos estudos e nas tarefas domésticas. Por isso, pessoas que não se identificam com academias podem encontrar alternativas mais simples e prazerosas.

Uma caminhada até o mercado, o uso da bicicleta em deslocamentos seguros, a subida de escadas, uma partida de futebol, uma aula de dança ou uma brincadeira ativa com crianças também podem fazer parte de uma rotina mais movimentada.

Em Santa Catarina, moradores de áreas urbanas e rurais podem adaptar a atividade ao próprio ambiente, sempre considerando segurança, condições climáticas, qualidade do piso, iluminação e tráfego. Em atividades ao ar livre, é recomendável escolher horários mais frescos, usar proteção solar, levar água e evitar exposição durante condições climáticas extremas.

Quanto de atividade física é recomendado?

As recomendações variam conforme a idade e a condição de cada pessoa. Para adultos, o Guia de Atividade Física para a População Brasileira indica pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada ou 75 minutos de atividade vigorosa. Também é recomendado realizar atividades de fortalecimento muscular envolvendo os principais grupos musculares em dois ou mais dias da semana.

O tempo pode ser dividido em diferentes dias e períodos. Uma pessoa pode, por exemplo, caminhar por 30 minutos em cinco dias da semana ou fazer blocos menores de movimento ao longo do dia. Quem está parado há muito tempo deve começar com duração e intensidade compatíveis com sua condição e aumentar gradualmente.

Para crianças e adolescentes de 6 a 17 anos, a orientação geral é realizar ao menos 60 minutos de atividade física por dia, com preferência para atividades moderadas ou vigorosas. Em pelo menos três dias da semana, devem ser incluídas atividades que fortaleçam músculos e ossos, como correr, saltar, puxar, empurrar ou praticar esportes.

Na primeira infância, a necessidade também envolve brincadeiras e movimentos distribuídos durante o dia. Crianças pequenas devem ser estimuladas a explorar o ambiente, brincar e se movimentar de acordo com a idade e o desenvolvimento. Para idosos, a recomendação geral é semelhante à dos adultos, com atenção adicional a exercícios de equilíbrio quando há mobilidade reduzida ou risco de quedas.

Como começar uma rotina de atividade física

O primeiro passo é escolher uma atividade compatível com o gosto pessoal e com a realidade de cada pessoa. A preferência individual aumenta as chances de continuidade. Caminhada, bicicleta, natação, musculação, alongamento, dança, ginástica, esportes coletivos e exercícios orientados são algumas possibilidades.

Quem está começando pode adotar uma rotina simples:

  • definir dias e horários possíveis, sem criar metas difíceis de cumprir;
  • começar com atividades leves ou moderadas;
  • aumentar o tempo e a intensidade aos poucos;
  • alternar atividades aeróbicas, de força, flexibilidade e equilíbrio;
  • registrar a evolução sem transformar o exercício em uma fonte de cobrança excessiva;
  • convidar familiares ou amigos para tornar a prática mais agradável.

Também é possível incorporar mais movimento à rotina. Levantar-se em intervalos durante períodos prolongados sentado, caminhar durante parte do deslocamento, realizar tarefas domésticas com segurança e preferir escadas quando for possível são atitudes que ajudam a reduzir o comportamento sedentário.

Cuidados antes e durante os exercícios

A atividade física deve respeitar as condições de saúde, a idade e o nível de condicionamento de cada pessoa. Quem tem doença crônica, apresenta sintomas durante o esforço, está grávida, passou por cirurgia recente ou permaneceu muito tempo sem se exercitar pode buscar orientação da equipe de saúde antes de iniciar uma rotina.

Durante a prática, é importante usar roupas confortáveis e calçados adequados para a atividade. A hidratação deve ser considerada, especialmente em dias quentes ou durante exercícios prolongados. Em ambientes externos, a proteção contra o sol e a escolha de locais seguros também são medidas importantes.

Dor intensa, falta de ar fora do habitual, tontura, desmaio, palpitações ou mal-estar são sinais para interromper a atividade e procurar atendimento conforme a gravidade do quadro. O esforço não deve ser confundido com sofrimento ou dor persistente.

Alongamentos podem fazer parte da rotina, mas não substituem o aquecimento nem garantem prevenção de todas as lesões. A progressão gradual, a técnica adequada e o descanso são mais importantes para reduzir riscos. Em caso de dúvida, profissionais de educação física, fisioterapia e saúde podem ajudar na escolha dos exercícios.

Atividade física para crianças e adolescentes

Na infância e na adolescência, o movimento contribui para o desenvolvimento motor, a socialização e a formação de hábitos que podem permanecer na vida adulta. Brincadeiras ativas, jogos, esportes e atividades ao ar livre devem ser estimulados de maneira prazerosa, sem foco excessivo em desempenho ou competição.

Famílias e escolas podem colaborar ao limitar longos períodos de imobilidade, incentivar pausas ativas e oferecer oportunidades para correr, brincar, saltar e explorar diferentes movimentos. A participação dos adultos também pode aumentar o interesse das crianças.

O uso de celulares, computadores, tablets, videogames e televisão precisa ser equilibrado com sono adequado, convivência e atividades físicas. A redução do tempo sedentário deve ser feita de forma gradual e acompanhada de alternativas que despertem o interesse dos jovens.

Atividade física para adultos e idosos

Para adultos, a prática regular pode ajudar na disposição, no controle de fatores de risco e na manutenção da capacidade funcional. O exercício também pode ser adaptado a diferentes rotinas profissionais e familiares. Pequenas mudanças, mantidas ao longo da semana, são mais úteis do que períodos isolados de esforço intenso.

Entre os idosos, atividades de força, equilíbrio, mobilidade e resistência podem ajudar na preservação da independência e na redução do risco de quedas. A prática deve respeitar limitações individuais e pode ser ajustada com orientação de profissionais capacitados.

Idosos que já apresentam dificuldade para caminhar, dores persistentes, histórico de quedas ou doenças que limitam o esforço devem procurar avaliação antes de iniciar ou aumentar a intensidade dos exercícios.

Como manter a regularidade

A continuidade costuma ser o principal desafio. Para aumentar a adesão, é útil estabelecer objetivos realistas, escolher atividades próximas de casa ou do trabalho e combinar a prática com outra tarefa prazerosa, como ouvir música ou encontrar amigos.

Também é importante não abandonar completamente a rotina diante de uma interrupção. Se uma semana for mais difícil, a pessoa pode retomar com períodos menores e reconstruir o hábito gradualmente. A atividade física deve ser entendida como parte do cuidado cotidiano, não como uma obrigação temporária para compensar excessos.

O Ministério da Saúde recomenda começar devagar, respeitar o próprio corpo e aumentar a duração e a intensidade aos poucos. Informações oficiais podem ser consultadas no Guia de Atividade Física para a População Brasileira e na página sobre atividade física da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina.

Conclusão

A importância da atividade física para os catarinenses está na possibilidade de prevenir problemas de saúde, melhorar o bem-estar e preservar a autonomia em diferentes fases da vida. Não é necessário ser atleta nem ter equipamentos sofisticados para começar.

Uma caminhada, uma brincadeira, uma dança ou outra atividade escolhida de acordo com a realidade de cada pessoa pode ser o primeiro passo. Com regularidade, segurança e progressão gradual, o movimento se transforma em uma ferramenta acessível de cuidado com o corpo e a mente.