Uma proposta em análise na Câmara dos Deputados prevê que as etiquetas de roupas passem a informar também a cor das peças. O objetivo é auxiliar pessoas com daltonismo durante a escolha do vestuário, permitindo que esse dado seja consultado diretamente no produto.
A medida acrescenta uma referência escrita às informações já apresentadas nas etiquetas. Com isso, a identificação da cor deixaria de depender apenas da percepção visual do consumidor ou da ajuda de outra pessoa.
Informação seria consultada na própria peça
O projeto trata a cor como uma característica que pode ser registrada na etiqueta da roupa. A proposta prevê que o consumidor encontre o nome da tonalidade junto aos demais dados do produto.
Na prática, a indicação funcionaria como uma informação adicional para a escolha da peça. A pessoa poderia consultar a etiqueta antes da compra ou em momentos posteriores, sem depender exclusivamente da aparência visual do tecido.
O texto está relacionado às dificuldades enfrentadas por pessoas com daltonismo para distinguir determinadas cores. A condição pode afetar a percepção de diferentes tonalidades, o que torna a identificação visual de uma peça mais difícil em algumas situações.
Medida tem foco em acessibilidade
Ao levar a informação para a etiqueta, a proposta associa a identificação da cor ao acesso do consumidor às características do produto. O mecanismo previsto é textual: a cor seria registrada por meio de palavras, e não apenas apresentada visualmente.
A mudança alcançaria o momento de escolha das roupas, tanto no contato com a peça quanto na consulta às informações que a acompanham. A intenção é oferecer ao consumidor uma referência objetiva sobre a tonalidade indicada para o vestuário.
O projeto também considera situações em que a roupa é escolhida sem a presença de alguém que possa confirmar a cor. Nesses casos, a leitura da etiqueta poderia fornecer uma informação que não está disponível de forma suficiente apenas pela observação da peça.
Cor passaria a acompanhar os dados do vestuário
As etiquetas concentram informações utilizadas para identificar e orientar o consumidor sobre a roupa. A proposta em discussão inclui a cor nesse conjunto de dados, ao lado das informações que já integram a rotulagem do vestuário conforme as regras aplicáveis.
A referência escrita permitiria associar a peça a uma tonalidade específica desde sua fabricação e comercialização. Dessa forma, a informação poderia ser consultada em diferentes etapas, como na escolha da roupa e na organização das peças depois da compra.
O projeto não trata a cor como um elemento separado da identificação do produto. A ideia é que ela seja apresentada no mesmo suporte em que o consumidor encontra as informações da peça: a etiqueta.
Proposta está em análise na Câmara
A iniciativa ainda está em análise na Câmara dos Deputados. O texto não representa, portanto, uma regra já válida para todos os fabricantes e comerciantes de roupas.
Para que a exigência passe a valer, a proposta precisa seguir a tramitação legislativa prevista para projetos em exame no Congresso Nacional. O conteúdo pode ser analisado pelas instâncias responsáveis antes de uma eventual mudança nas regras aplicáveis às etiquetas de vestuário.
O ponto central do projeto é a inclusão da indicação da cor como informação obrigatória. A forma definitiva de aplicação da medida dependerá do andamento e do resultado da tramitação da proposta.
Impacto esperado na escolha das peças
Com a informação registrada por escrito, consumidores com daltonismo poderiam verificar a cor da roupa de maneira mais direta. A medida busca reduzir a necessidade de confirmação por terceiros em uma etapa cotidiana de compra e uso do vestuário.
A consulta à etiqueta também poderia ser feita depois da aquisição da peça. Isso permitiria identificar a cor de uma roupa guardada ou escolher combinações com base na informação registrada no produto.
O alcance da proposta está, portanto, na forma de apresentar uma característica da roupa. Em vez de depender somente da percepção cromática, o consumidor teria acesso a uma descrição textual associada à peça.
Texto acrescenta referência objetiva ao consumidor
A proposta em discussão parte da necessidade de tornar mais acessível uma informação presente na experiência de compra, mas que pode não ser igualmente identificável por todos os consumidores. A indicação escrita da cor funcionaria como uma referência complementar.
O projeto não altera o uso da cor como elemento visual da roupa. A previsão é acrescentar o nome da tonalidade à etiqueta, de modo que a informação possa ser lida independentemente da capacidade de distinguir as cores do tecido.
A matéria segue em exame na Câmara. Até que haja uma decisão sobre a proposta, permanece em discussão a possibilidade de transformar a indicação da cor em uma exigência para as etiquetas de roupas.
Fonte: Agência Câmara de Notícias.








